A cidade de Casinhas promove, nesta quinta-feira (24 de julho), a I Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres - CMPM, com o tema "Mais democracia, mais igualdade e mais conquistas para todas". O evento acontecerá no Auditório da Escola São Luiz, no centro da cidade, das 8h ao meio-dia, reunindo representantes do poder público, da sociedade civil e movimentos sociais.
A iniciativa é organizada pela Coordenadoria Municipal da Mulher, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, e tem como principal objetivo construir coletivamente propostas que promovam a equidade de gênero e fortaleçam as políticas públicas voltadas às mulheres no município.
"Convidamos as mulheres, lideranças, coletivos, organizações e representantes da sociedade civil para construirmos juntas caminhos de igualdade e direitos. Este é um espaço de escuta, diálogo e formulação de propostas para transformação social. Vamos avançar no que diz respeito aos valores da democracia, da igualdade e da conquista de direitos", destaca Marília Lourenço, coordenadora municipal da Mulher.
A conferência segue as diretrizes da política nacional para as mulheres, sendo uma etapa preparatória para as conferências estadual e nacional, permitindo que Casinhas leve suas demandas e sugestões à esfera mais ampla das políticas públicas.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniu com deputados e senadores da oposição. Após o encontro, os parlamentares anunciaram as prioridades do grupo com a volta das atividades legislativas, em agosto. O foco será aprovar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a anistia aos presos do 8 de Janeiro e a proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim do foro privilegiado. Além disso, o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), anunciou a formação de três subcomissões que trabalharão estratégias de comunicação ainda durante o recesso parlamentar, iniciado na última sexta-feira, 18.
A primeira comissão alinhará o discurso entre todos os parlamentares da oposição; a segunda será responsável por articulações na Câmara e no Senado para aprovar pautas de interesse bolsonarista; e a terceira será responsável por organizar manifestações pelo Brasil. Gustavo Gayer (PL-GO) presidirá a primeira; Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a segunda; e Zé Trovão (PL-SC) e Rodolfo Nogueira (PL-MS) presidirá a última. No Senado já havia mobilização para o impeachment de Moraes – essa decisão cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). No início de 2025, já tinham nove pedidos protocolados na Casa.
A PEC que trata do fim do foro privilegiado, por sua vez, está na Câmara. A tramitação persiste deste a década passada. O texto mais avançado veio do Senado Federal e já foi aprovado por lá. Resta apenas a aprovação no plenário da Câmara. A anistia, por fim, está na Câmara dos Deputados e depende de deliberação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Bolsonaro chegou na Câmara no início da tarde e foi aplaudido por deputados e senadores apoiadores. O grupo então entoou um pai nosso diante das Câmaras, puxado pelo deputado federal Marco Feliciano (PL-SP).
Deputados bolsonaristas falaram com jornalistas na tarde desta segunda-feira, 21. Eles receberam bandeiras do Brasil autografadas por Bolsonaro. Mais cedo, Moraes decidiu que a medida cautelar imposta a Bolsonaro que o proíbe de usar redes socais também inclui participação em lives em qualquer plataforma de redes socais, inclusive em contas de terceiros. A decisão ressalta que Bolsonaro não poderá "se valer desses meios para burlar a medida, sob pena de imediata revogação e decretação da prisão". Sóstenes chamou a decisão de "censura".
Durante entrevista à Rádio Integração FM, o prefeito de Bom Jardim, Janjão (PSD), fez um balanço positivo da primeira edição do Festival Julho É Nosso, que movimentou a cidade ao longo de cinco dias com grande público, estrutura elogiada e impacto econômico expressivo. O evento também marcou a inauguração oficial do novo Pátio de Eventos, localizado na Nova Itagiba, às margens da rodovia PE-88.
Ao comentar o sucesso do festival, Janjão não poupou críticas à oposição, especialmente a adversários que, segundo ele, "tentaram descredibilizar o evento desde o início". Para o prefeito, algumas lideranças que já ocuparam ou tentaram ocupar cargos no Executivo municipal utilizaram as redes sociais como ferramenta de descrédito, ao invés de contribuírem com o desenvolvimento da cidade.
"Infelizmente, algumas pessoas usaram a internet 24 horas na tentativa de desacreditar. Fizeram de tudo nesse sentido. Pessoas que poderiam estar contribuindo — e que até tiveram essa oportunidade — preferiram zombar. Teve um que estava rezando todos os dias no pé da cama torcendo para que chovesse muito e desse tudo errado", ironizou o prefeito.
Janjão também afirmou que os críticos de seu governo não pensam no bem coletivo, mas apenas em interesses pessoais. "Querem ser prefeitos para viver de status, usar a prefeitura em benefício próprio. Com a gente é diferente: o festival é grande, bonito, feito com dinheiro público que é fruto de parcerias, e com total transparência", disse.
Ainda durante a entrevista, o prefeito comparou a dimensão do evento local com grandes festivais do estado, como o FIG — Festival de Inverno de Garanhuns. Ele destacou a organização, o impacto cultural e a movimentação da economia local, afirmando que Bom Jardim está se posicionando como referência no calendário cultural de Pernambuco. "Dependendo do dia, estivemos concorrendo lado a lado com o FIG. Com todo respeito ao prefeito Sivaldo Albino, a quem parabenizo pelo belíssimo festival, mas mostramos que Bom Jardim também faz bonito e bem direitinho como deve ser feito".
Finalizando, Janjão destacou que está "de passagem" pela Prefeitura, mas o legado do festival permanecerá. "Quem torceu contra quebrou a cara. O tempo vai mostrar o que estamos plantando. Daqui a dois ou três anos, os mesmos que criticaram vão ter que baixar a cabeça e reconhecer que estavam errados", concluiu.
Mário, Vinícius e Marcelinho nos bastidores do Festival Julho É Nosso, em Bom Jardim
A produtora MA Foto e Vídeo Produções, comandada pela dupla Mário Andrade e Marcelinho Andrade, pai e filho, ambos naturais de Casinhas, vem ganhando cada vez mais destaque no cenário regional com transmissões ao vivo de eventos em altíssima qualidade. Parceira do Blog MAIS CASINHAS, a equipe agora também conta com o reforço de Vinícius, que se soma ao time trazendo ainda mais inovação e dinamismo aos trabalhos.
Com equipamentos de ponta, múltiplas câmeras, uso de drones e transmissão em alta definição (HD), a MA Foto e Vídeo tem chamado atenção pela excelência na cobertura audiovisual de grandes festas no Agreste de Pernambuco. A produtora esteve à frente das transmissões do Festival Julho É Nosso, que movimentou a cidade de Bom Jardim na última semana em comemoração aos seus 154 anos de emancipação política.
Antes disso, a equipe também realizou a transmissão do São João da Vaquejada de Surubim, considerado o maior de todos os tempos, reunindo grandes atrações nacionais, megaestrutura e um público recorde. O evento teve ampla repercussão em todo o estado, e a cobertura da MA foi apontada como impecável pelo público, garantindo uma experiência completa para quem acompanhou pelas redes sociais.
"Estamos sempre antenados com as novas tendências do audiovisual e vem novidade por aí. Novos recursos, novas possibilidades para garantir uma experiência ainda mais especial nas transmissões pelas redes sociais", adiantou Marcelinho Andrade, diretor da produtora. Com profissionalismo, criatividade e compromisso com a qualidade, a MA Foto e Vídeo Produções se consolida como uma das principais referências na cobertura de eventos no interior de Pernambuco, elevando o nome de Casinhas a cada novo projeto realizado.
A governadora Raquel Lyra participou, neste domingo (20), da 55ª edição da Missa do Vaqueiro, no município de Serrita, Sertão Central de Pernambuco. Acompanhada pela vice-governadora Priscila Krause, a gestora prestigiou a celebração religiosa a cavalo, ao lado dos vaqueiros e vaqueiras que anualmente lotam o evento, demonstrando a força do homem e da mulher do Sertão.
“Estamos aqui para reverenciar a memória e o legado dos vaqueiros de Pernambuco, de Raimundo Jacó, além do nosso mestre Luiz Gonzaga. É incentivando e patrocinando eventos como esse que garantimos que a nossa tradição passará de geração para geração. É assim, também, que reafirmamos o nosso compromisso com esse chão, para garantir mais água, mais estrada, fazendo um trabalho sério e comprometido, para que a gente possa chegar na vida de todos”, destacou a governadora Raquel Lyra.
Em 2025, por meio da Empetur, Secult e Fundarpe, o Governo de Pernambuco investiu R$ 2,4 milhões na Missa do Vaqueiro de Serrita e na Festa de Jacó, que aconteceu entre os dias 17 e 19 de julho com shows de artistas como João Gomes e Wesley Safadão.
Realizada desde 1970, a Missa do Vaqueiro é Patrimônio Imaterial de Pernambuco. A cerimônia foi idealizada por João Câncio, conhecido como o “padre vaqueiro”, por usar chapéu, gibão e frequentar vaquejadas. A celebração faz uma homenagem anual a Raimundo Jacó, um vaqueiro encontrado morto no ano de 1954, em meio à caatinga, e que nunca teve seu assassino descoberto. A história foi cantada pelo primo de Jacó, o cantor Luiz Gonzaga, na música ‘A Morte do Vaqueiro’.
O secretário estadual de Turismo e Lazer, Kaio Maniçoba, ressaltou que investimentos na Missa do Vaqueiro são importantes para a manutenção da tradição nordestina. “A Missa do Vaqueiro é uma tradição muito forte que, sem dúvida, se mantém forte atualmente graças à força do Governo do Estado, que se empenha para que ela aconteça. Ela é a cultura viva de Jacó, de Luiz Gonzaga, e projeta o nosso Estado para o mundo”, contou.
“Hoje celebramos a fé, a cultura e a religiosidade dos vaqueiros, que são destemidos e valentes, e que todos os anos participam da missa em homenagem a Raimundo Jacó. É com esse sentimento de gratidão que reafirmamos nosso compromisso de continuar lutando para manter viva a memória do vaqueiro em nossa cidade, no nosso Estado e em todo o Brasil”, observou o prefeito de Serrita, Aleudo Benedito.
O vaqueiro Fabio Emanuel, de 17 anos, saiu de Cabrobó para participar da sua primeira Missa do Vaqueiro, destacando que a tradição vem de berço. “Essa é a primeira vez que eu compareço à missa em Serrita e já vi que é uma celebração muito boa. Ser vaqueiro vem do sangue. Eu tenho 17 anos e desde novo sempre tive interesse em vaquejada”, disse.
*SAÚDE* – Com o foco no cuidado integral dos que passaram pela 55ª edição da Missa do Vaqueiro, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) promoveu uma série de ações para garantir a saúde e a segurança dos milhares de participantes do evento. As equipes estaduais atuaram em frentes como o atendimento de urgência e emergência, promoção da saúde com orientações e distribuição de materiais educativos, além da vigilância sanitária, que assegurou a qualidade dos alimentos e bebidas comercializados no local.
*SEGURANÇA* – Para reforçar a segurança, a Secretaria de Defesa Social (SDS) realizou um total de 432 lançamentos extras no evento. A missa contou com a presença de profissionais da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Científica, além de demais setores da SDS. Além do efetivo extra, a ação do Governo de Pernambuco na segurança contou ainda com o uso de tecnologias como drones, para auxiliar as equipes de campo no monitoramento da área. O evento também contou com uma Delegacia Móvel para atendimento ao público. FONTE: BLOG DO EDMAR LYRA
Ex-presidente afirma que é perseguido e diz que não teme a morte. Bolsonaro foi alvo de operação na última sexta
Do METRÓPOLES charlesnasci@yahoo.com.br
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o sistema brasileiro prefere vê-lo morto a vê-lo preso, sob a justificativa de que ele daria trabalho às autoridades. Em entrevista à Reuters, o ex-mandatário disse não temer a morte, mencionando que já "passou por ela" ao mergulhar, saltar de paraquedas e ao sofrer uma facada, ocorrida em 19 de agosto de 2018.
"Eu preso vou dar problemas para eles. Não, eu já passei pela morte mergulhando, saltando de paraquedas e na facada. Eu acho que ninguém quer morrer, eu não sou um suicida. Eu não sou imortal. E sempre digo uma obviedade que, quando o ser humano consegue entender que ele é mortal, ele muda seu comportamento", declarou Bolsonaro.
A declaração ocorreu após o ex-presidente ser alvo de uma nova operação da Polícia Federal (PF), autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão no escritório do cacique do PL, localizado na sede do partido, e na sua própria residência, no Jardim Botânico, em Brasília (DF), onde a PF apreendeu dinheiro em espécie, um pen drive e o celular do ex-presidente.
TORNOZELEIRA ELETRÔNICA E RESTRIÇÕES
Além de ordenar o cumprimento das apreensões, Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro. O ex-presidente também está proibido de usar redes sociais, comunicar-se com embaixadores e diplomatas estrangeiros e se aproximar de embaixadas.
Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, Moraes também proibiu Bolsonaro de manter contato com o filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que permanece nos Estados Unidos. O ex-chefe do Executivo voltou a se dizer alvo de perseguição e negou qualquer envolvimento na suposta trama golpista de 2022. Sobre a tornozeleira eletrônica, classificou a medida como uma "suprema humilhação".
Chama atenção a agilidade de tramitação dos processos envolvendo o Lula, ou falta dela, em comparação com as rapidíssimas decisões contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido de tornozeleira eletrônica para Lula, por exemplo, só ocorreu 1.102 dias após o então juiz da Lava Jato Sérgio Moro aceitar a denúncia contra o petista, que até foi condenado e cumpriu pena na bandalheira da Petrobras. Com Bolsonaro, o Supremo Tribunal Federal levou apenas 53 dias.
OLHO NO CALENDÁRIO
A denúncia contra Lula na Lava Jato foi aceita por Moro em 20 de setembro de 2016. A tornozeleira só foi cogitada em setembro de 2019.
CONDIÇÃO DO MPF
Procuradores da Lava Jato recomendaram tornozeleira como condição para o petista, que estava no xilindró, tivesse progressão de regime.
TUDO ESTRANHO
A tornozeleira para Bolsonaro ocorre em um processo que ele nem mesmo é o principal envolvido, mas sim o filho Eduardo Bolsonaro.
MUDANÇA NA BECA
Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, dizia que o uso do aparelho era humilhante. Como ministro do STF, apoiou seu uso em Bolsonaro.