domingo, 7 de março de 2021
Em entrevista, Juliana de Chaparral faz balanço dos 2 primeiros meses de mandato em Casinhas
quinta-feira, 4 de março de 2021
Brasil vive pior da pandemia com ocupação de UTIs, mostra série histórica
Com 19 Estados na zona de alerta crítica para a ocupação de leitos de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) destinados a pacientes com covid-19, o SUS (Sistema Único de Saúde) vive o momento de maior lotação desde o início da pandemia, mostra a série histórica de mapas divulgada nesta 5ª feira (4.mar.2021) pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). © Sérgio Lima/Poder360 Na imagem, movimentação de paciente em hospital no Distrito Federal durante o surto de covid-19
“Como podemos observar na sequência de 17 mapas abaixo, mesmo no período entre a 2ª metade de julho e o mês de agosto, quando foram registrados os maiores números de casos e óbitos, não tivemos um cenário como o atual, com a maioria dos estados e o Distrito Federal na zona de alerta crítica”, analisa a fundação.
Seguindo padrão preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), as taxas de ocupação são classificadas em: zona de alerta crítica (vermelho), quando iguais ou superiores a 80%; em zona de alerta intermediária (amarelo), quando iguais ou superiores a 60% e inferiores a 80%; e fora de zona de alerta (verde) quando inferiores a 60%
Os mapas mostram que o Amazonas está com as unidades de terapia intensiva em situação crítica de forma duradoura. À exceção do boletim de 7 de dezembro, as UTIs amazonenses apresentaram mais de 80% de ocupação em todas as análises desde 9 de novembro, somando 8 vezes.
O estado de Goiás foi o que mais apareceu na zona de alerta crítica, ocupando essa posição em 9 dos 17 mapas, incluindo os últimos 3.
Pernambuco é o Estado na zona de alerta crítica há mais tempo de forma ininterrupta, já que foi classificado dessa forma em 7 de dezembro e se mantém com ocupação acima de 80% há 7 boletins seguidos.
Rondônia e Paraná entraram na zona de alerta crítica em 18 de janeiro, e permaneceram nela até a última análise, de 1º de março.
Os pesquisadores detalham que, no caso de Minas Gerais, o Estado tem divulgado taxas de ocupação de leitos de terapia intensiva sem distinção entre leitos de UTI gerais e de covid-19. Já para o Estado do Rio de Janeiro, foram considerados dados da capital nos dias 17 e 27 de julho, 10 e 24 de agosto pela falta de dados estaduais na época em que os boletins foram divulgados.
No último boletim da Fiocruz, divulgado pela Fiocruz na 3ª feira (2.mar.2021), pela 1ª vez desde o início da pandemia, todas as regiões brasileiras registram piora nos indicadores da covid-19 ao mesmo tempo. Até então, cada Estado apresentava um estágio diferente da evolução da doença.
Dezoito Estados e o Distrito Federal têm taxa ocupação de leitos de UTI para covid-19 acima de 80%. Desses, 10 estavam com taxa de lotação acima de 90%.
Somavam mais de 80% de ocupação nas UTIs: Acre (92%), Amazonas (92%), Bahia (83%), Ceará (93%), Distrito Federal (91%), Goiás (95%) Maranhão (86%), Mato Grosso (89%), Mato Grosso do Sul (88%), Pará ( 82%), Paraná (92%), Pernambuco (93%), Piauí (80%), Rio Grande do Norte (91%), Rio Grande do Sul (88%), Rondônia (97%), Roraima (82%), Santa Catarina (99%) e Tocantins (86%).
A Fiocruz alerta que a sobrecarga do sistema de saúde é uma preocupação desde o início da pandemia, mas que a situação se agravou desde janeiro.
Por trás dos dados “estão dificuldades de resposta de outros níveis do sistema de saúde à pandemia, mortes de pacientes por falta de acesso a cuidados de alta complexidade requeridos, a redução de atendimentos hospitalares por outras demandas, possível perda de qualidade na assistência e uma carga imensa sobre os profissionais de saúde”, disse a fundação na 3ª feira (2.mar). “A possibilidade de ampliação de leitos de UTI existe, mas não é ilimitada”, completa.
Com informações da Agência Brasil.
quarta-feira, 3 de março de 2021
Vacinação contra Covid-19 em Pernambuco é reforçada com mais 102 mil doses
A campanha de vacinação contra a Covid-19 em Pernambuco foi reforçada com mais 102 mil doses da vacina da Sinovac/Butantan. Os novos imunizantes que chegaram nesta quarta-feira (03.03), ao Aeroporto Internacional dos Guararapes às 02h, possibilitarão avançar na proteção dos trabalhadores de saúde e da população de idosos entre 80 e 84 anos. Com isso, sobe para 743.560 o quantitativo de doses já repassadas pelo Ministério da Saúde (MS) para Pernambuco.
”Com a chegada desse novo lote e a distribuição rápida das vacinas para todas as regiões do Estado, continuamos consolidando a vacinação dos grupos prioritários. Pernambuco tem dado o exemplo, com um sistema que permite que as doses cheguem com agilidade aos municípios, para o atendimento à população”, destacou o governador Paulo Câmara. O secretário Estadual de Saúde, André Longo, frisou a importância dos gestores municipais criarem estratégias diversas para que as doses cheguem até a população garantindo proteção para os públicos com maior risco. “Reforço que a distribuição é feita de forma igualitária entre as cidades, levando em consideração a população de cada grupo prioritário que já está sendo beneficiado com a campanha”, afirmou Longo.
As doses foram levadas para a central de armazenamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES), recebidas pela superintendente de Imunização do Estado, Ana Catarina de Melo. “Já estamos iniciando o processo de análise e separação, para que os imunizantes sejam encaminhados já no início da manhã para todas as 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres)”, destacou Ana Catarina.
BALANÇO – Com essa nova remessa, Pernambuco totaliza 577.560 vacinas da Sinovac/Butantan, para ambas as doses, e 166 mil da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz, apenas para a primeira – o Ministério da Saúde informou que enviará a segunda dose, que deve ser feita três meses após a primeira, em tempo oportuno. do: Blog do Edmar Lyra
Dom Lucena lamenta que atividades religiosas não sejam reconhecidas como essenciais
Por meio de comunicado divulgado ontem (2), o Bispo Diocesano de Nazaré da Mata, Dom Francisco de Lucena, lamentou e disse estar indignado com o governador do Estado, Paulo Câmara, pelo não reconhecimento das atividades religiosas e espirituais como essenciais. O religioso afirmou que a Diocese tem cumprido as orientações sanitárias e de saúde no combate à pandemia do novo coronavírus, listando uma série de protocolos adotados nas missas e atividades pastorais.
De acordo com decreto estadual, no período de 3 a 17 de março, as atividades religiosas não poderão ser realizadas aos sábados e domingos, com isso, igrejas e templos estarão de portas fechadas para os fiéis. E, mesmo diante da insatisfação, as restrições serão cumpridas. "Não temos dúvidas de que continuaremos firmes no cuidado com a vida do santo povo de Deus, cumprindo as determinações anunciadas pelo Governo do Estado em todo o território da Diocese de Nazaré", garantiu Dom Lucena.
Na nota, o Bispo anunciou que nos dias 06, 07, 13 e 14 de março as igrejas estarão fechadas e as celebrações eucarísticas serão transmitidas pelas redes sociais das paróquias. Os demais sacramentos e atividades pastorais estão suspensos nessas quatro datas. De segunda a sexta, no horário entre 5h e 20h, as missas e demais atividades acontecerão com a presença de público, conforme as orientações estabelecidas anteriormente, as quais exigem uso de máscara, público reduzido e distanciamento social, higienização das mãos e disponibilidade de álcool em gel.
COBERTURA – Sediada no município de Nazaré da Mata, na Mata Norte do Estado, a Diocese é responsável pela cobertura de 38 municípios do interior pernambucano, espalhados pelas regiões do Agreste Setentrional e da Mata Norte. Esse grupo se subdivide em sete regionais pastorais, representando um total de 42 pároquias e quatro áreas pastorais.
terça-feira, 2 de março de 2021
Bolsonaro veta prazo para Anvisa autorizar vacina
O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos a Lei 14.121, de 2021, que autoriza o Brasil a aderir ao projeto Covax Facility. O programa prevê o acesso global a vacinas contra o coronavírus. Um dos dispositivos barrados pelo Poder Executivo dava cinco dias para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conceder autorização temporária de uso emergencial para importação e distribuição de imunizantes.
A nova lei foi publicada na edição desta terça-feira (2) do Diário Oficial da União. Bolsonaro vetou seis artigos do projeto aprovado em fevereiro pelo Congresso Nacional. O texto defendido pelos parlamentares dispensava a autorização de qualquer outro órgão – que não a Anvisa – da administração pública direta ou indireta para vacinas aprovadas por autoridades sanitárias de Estados Unidos, União Europeia, Japão, China, Canadá, Reino Unido, Coreia do Sul, Rússia ou Argentina.
Na mensagem de veto, Bolsonaro reconhece “a boa intenção do legislador”. Mas adverte que o prazo de cinco dias dado à Anvisa “viola o princípio constitucional da separação dos Poderes ao usurpar a competência privativa do presidente da República”. Segundo ele, cabe apenas ao chefe do Poder Executivo criar ou definir atribuições para a Anvisa.
Bolsonaro argumenta ainda que o artigo vetado contraria o interesse público. Segundo o presidente, ao tornar compulsória a autorização emergencial, o texto impede a Anvisa de investigar a segurança, a qualidade e a eficácia das vacinas e avaliar “eventual risco de doença ou agravo à saúde da população”. O presidente argumenta ainda que o prazo de cinco dias “inviabiliza a operacionalização da medida” e “suprime a autonomia decisória da Anvisa com base em critérios estritamente técnicos”.
Omissão – O presidente também barrou um inciso que autorizava estados, Distrito Federal e municípios a vacinar suas populações “no caso de omissão ou de coordenação inadequada das ações de imunização de competência do Ministério da Saúde”. A responsabilidade por todas as despesas ficaria a cargo da União.
Para Bolsonaro, a medida “viola a competência privativa do presidente da República” e “ofende o pacto federativo ao imputar à União a responsabilidade por despesas realizadas unilateralmente por outros entes da Federação. Ainda segundo o chefe do Executivo, o dispositivo “enseja potencial risco de judicialização, o que poderá comprometer a necessária celeridade da vacinação da população brasileira”. Para o presidente, o texto do Congresso não prevê “parâmetros para se aferir existência ou não de eventual omissão ou coordenação inadequada do Ministério da Saúde”.
Bolsonaro vetou ainda o artigo que obrigava o Ministério da Saúde a ouvir o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) sobre a imunização contra o coronavírus. De acordo com o projeto, o Ministério da Saúde deveria adquirir os imunizantes autorizados pela Anvisa e distribui-los para estados, Distrito Federal e municípios.
Segundo Bolsonaro, a medida “cria despesa obrigatória sem apresentar a estimativa do respectivo impacto orçamentário e financeiro”. O presidente da República afirma que cabe ao Ministério da Saúde definir as vacinas de caráter obrigatório e analisar novas aquisições, “em atenção ao princípio da economicidade que rege as compras no âmbito da administração pública”.
Outro dispositivo vetado obrigava o Ministério da Saúde a publicar periodicamente na internet relatórios sobre quantidade de vacinas adquiridas, laboratório de origem, custos, grupos elegíveis por região, percentual de imunização e dados sobre aquisição, estoque e distribuição de insumos. Para o presidente da República, a medida gera insegurança jurídica por tratar de matéria semelhante à medida provisória (MP) 1.026/2021.
Jair Bolsonaro também vetou um dispositivo que autorizava o Poder Executivo a celebrar contratos para aquisição de insumos e vacinas contra o coronavírus antes do registro sanitário ou da autorização emergencial, inclusive com dispensa de licitação. A medida também está prevista na MP 1.026/2021. Fonte: Blog do Magno
segunda-feira, 1 de março de 2021
“O nome é auxílio, não é aposentadoria”, diz Bolsonaro sobre coronavoucher
O presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores nesta 2ª feira (1º.mar.2021) que “está quase tudo certo” para a definição dos valores das novas parcelas do auxílio emergencial. Segundo ele, o coronavoucher – como o auxílio é chamado pelo governo–, deve ter uma nova rodada de 4 parcelas de R$ 250.
“Ontem tive uma reunião de 3 horas à noite, aqui [no Palácio da Alvorada], R$ 250 por 4 meses”, disse em frente à residência oficial.
Receba a newsletter do Poder360
todos os dias no seu e-mail
O presidente criticou aqueles que reclamam do valor do benefício. “Alguns reclamam que é muito pouco. Meu Deus do céu, alguém sabe quanto custa esse auxílio para todos vocês brasileiros? O nome é auxílio, não é aposentadoria”, disse.
Bolsonaro voltou a dizer ainda que a extensão do coronavoucher trará endividamento à União. “Não é dinheiro no cofre não, é endividamento”.
VACINAS
Na conversa com apoiadores, Bolsonaro afirmou que o Brasil deve ter, no mínimo, 22 milhões de doses de vacinas disponíveis em março.
“Alguns criticam o Brasil, me criticam. A vacina a gente só podia comprar depois que a Anvisa autorizar. Vou comprar qualquer negócio que aparecer aí?”, disse.
Mais cedo, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o governo federal entregará 140 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 aos Estados até maio deste ano.
De acordo com Lira, o assunto foi tratado em encontro na noite de domingo (28.fev) que reuniu Bolsonaro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e os ministros Eduardo Pazuello (Saúde), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Braga Netto (Casa Civil).
A previsão apresentada na reunião, segundo Lira, é que de 40 milhões a 50 milhões de pessoas estejam vacinadas antes do início de junho. E ainda, que todos os brasileiros acima de 60 anos e outros em situação de vulnerabilidade sejam vacinados até o final de maio.
Ao comentar o ritmo de vacinação avançado em Israel, o presidente Jair Bolsonaro disse que a população é muito menor que a do Brasil. Afirmou ainda que as características geográficas, populacionais e políticas israelenses são diferentes das brasileiras.
“É um outro país, não tem uma gota de petróleo, não tem terra fértil, não tem água nem nada. Só que tem um povo realmente que se dedica. E tem uns políticos diferentes dos nossos aqui também, onde eu me incluo”, disse. Completou afirmando: “É uma crítica geral. Não estou criticando os outros não, estou criticando todo mundo aí”, disse. Fonte: Microsoft News
Petrobras anuncia reajuste de 5% na gasolina e no diesel
A Petrobras anunciou, na manhã de hoje, novo reajuste de preços dos combustíveis. A gasolina sofrerá uma alta de R$ 0,1240 nas refinarias, o que equivale a 5%. Já o diesel teve acréscimo de R$ 0,1294, ou 5%. As informações são do Poder 360.
Eis os preços:
- gasolina – era de R$ 2,48. Foi para R$ 2,60.
- diesel – era de R$ 2,58. Foi para R$ 2,71.
O aumento de preços de combustíveis foi o pivô de uma troca no comando da Petrobras, anunciado pelo seu acionista majoritário, o governo federal. O presidente Jair Bolsonaro decidiu não renovar o contrato com o atual presidente da estatal, Roberto Castello Branco. Ocorre que o mandato de Castello Branco só termina em 20 de março de 2021 e até lá a empresa poderá continuar a aplicar sua atual política de alta nos preços.
Hoje, para compor os valores, a Petrobras considera o preços internacionais e a cotação do dólar, entre outros itens. O governo federal gostaria que a Petrobras considerasse uma espécie de média móvel desses indicadores ao longo de um período mais longo, de 10 ou 12 meses, e que desse mais previsibilidade aos aumentos dos combustíveis. Castello Branco se negou a fazer esse ajuste e não teve seu mandato renovado. Deve ser substituído no final deste mês pelo general Joaquim Silva e Luna. Até lá, novos reajustes podem ser adotados.
Bolsonaro ficou irritado com o aumento do dia 18 de fevereiro e anunciou, no mesmo dia, que zeraria por 2 meses todos os impostos federais que incidem sobre o óleo diese a partir de hoje (1º.mar). Ocorre que com os aumentos aplicados pela Petrobras, o efeito de menos impostos pode ser neutralizado pelos reajustes.
A preocupação do Palácio do Planalto é que os aumentos no diesel acabem precipitando um movimento de paralisação de caminhoneiros. Essa eventual greve tem sido sempre anunciada, por causa dos reajustes nos preços dos combustíveis. fonte: Blog do Magno